GSM Sistemas

Login Cliente




Plano de saúde individual some da praça

Com reajustes controlados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a quantidade de planos de saúde individuais disponíveis no mercado tem diminuído a cada ano. Eles são, hoje, menos de 20% do total de convênios. A ANS e as entidades representantes das operadoras, no entanto, garantem que ainda há muitas opções no mercado, e que quem procurar um modelo individual de saúde privada vai encontrar. O Estado de Minas foi atrás de várias empresas que fazem a intermediação da venda de planos e percebeu que, no momento da aquisição, não é dada muita escolha ao consumidor. Na maior parte das vezes, os vendedores direcionam a compra para os convênios coletivos e, questionados, chegam a afirmar que não existem mais planos individuais à venda no país.

Depois de alguma insistência, eles cedem e apresentam o outro modelo, mas sempre com argumentos contrários à aquisição. “Não compensa, é muito mais caro”, afirmou uma vendedora. De fato, os preços fixados pelas operadoras desanimam qualquer um. Em um orçamento para uma pessoa com 50 anos, por exemplo, o plano individual mais simples custaria R$ 1.664 mensais. Em outra empresa, o custo seria de R$ 1,5 mil. Os preços do plano coletivo, em diferentes operadoras, variam entre R$ 406, para o modelo regional, e R$ 560 o nacional, para a mesma idade do usuário, e considerando-se o plano mais simples, incluindo apenas o direito à enfermaria.

Para usuários com idade até 18 anos, o preço no convênio individual pode chegar a R$ 400, segundo os consultores de vendas das operadoras. Na faixa etária de 30 anos, o valor mensal sobe a R$ 675. Nas opções de planos coletivos pesquisadas o custo para menores de 18 anos é inferior a R$ 200 e fica em torno de R$ 280 para adultos. “O plano individual é tão mais caro que, mesmo com os reajustes maiores do coletivo ele não chega a esse preço”, argumentou outro vendedor.

A coordenadora institucional da associação de consumidores Proteste, Maria Inês Dolcci, discorda e alerta para as irregularidades desse tipo de venda. “O coletivo pode ser atrativo em um primeiro momento, mas os reajustes posteriores são extremamente elevados. Há anos estamos percebendo que as operados ou pararam de vender os individuais ou desestimulam a aquisição deles”, explica.

Sem barganha A ANS regula o reajuste apenas dos planos individuais, utilizando a média das correções aplicadas pelos coletivos. O aumento neste ano foi de 9,65%. A justificativa da agência reguladora para não estipular o reajuste máximo dos convênios coletivos é de que, como esses possuem carteiras com muitos beneficiários, têm poder de barganha para negociar preços justos.

Na prática, não é bem o que ocorre e vários dos casos vão parar na Justiça. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), entre esses casos judicializados, a média de reajuste é de 80%. De acordo com a ANS, existem dois tipos de planos coletivos: os empresariais, que prestam assistência à saúde dos funcionários da empresa contratante graças ao vínculo empregatício, e os coletivos por adesão, contratados por pessoas jurídicas como conselhos e sindicatos.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/07/20/internas_economia,549863/plano-de-saude-individual-some-da-praca.shtml

Palavras-chave: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,